Como pedir guarda compartilhada?
- gabrielakmoreira
- 1 de set. de 2025
- 2 min de leitura
A guarda compartilhada é hoje a regra no direito de família no Brasil. Mas, quando chega a hora de conversar sobre isso, muitas famílias ficam perdidas: por onde começar? como funciona? precisa ir ao juiz?
Neste artigo, vou explicar de forma prática como pedir a guarda compartilhada, quais são os passos necessários e quais cuidados podem tornar esse processo mais leve — especialmente quando o objetivo é proteger o que realmente importa: o bem-estar dos filhos.
O que é guarda compartilhada?
Guarda compartilhada significa que pai e mãe participam juntos das decisões importantes sobre a vida dos filhos — escola, saúde, rotina, criação.⚖️ Isso não significa que a criança ficará metade da semana em cada casa. O tempo de convivência pode variar, mas a responsabilidade parental é dividida.
Quando a guarda compartilhada pode ser pedida?
Durante o divórcio ou separação: já se inclui o pedido no processo.
Na dissolução de união estável: quando não houve casamento, mas há filhos em comum.
De forma autônoma: quando o relacionamento já terminou e agora os pais desejam regularizar a guarda.
Como pedir guarda compartilhada?
Conversa prévia (se possível) O ideal é que pai e mãe conversem antes. Quanto mais alinhamento, mais rápido e menos doloroso o processo. O advogado pode ter papel estratégico nessa atuação!
Acordo consensual
Se houver consenso, o advogado elabora um termo com os pontos combinados (rotina, visitas, pensão).
Esse acordo é levado ao juiz ou ao cartório (dependendo do caso) para homologação.
Ação judicial
Se não houver acordo, um dos pais pode ingressar com uma ação pedindo a guarda compartilhada.
O juiz ouvirá as partes, poderá requisitar estudo psicossocial e, ao final, decidirá sempre com foco no melhor interesse da criança.
Quais documentos são necessários?
Certidão de nascimento do filho(a)
Documentos pessoais dos pais
Comprovante de residência
Outros que ajudem a demonstrar a rotina da criança (ex.: matrícula escolar, comprovantes de despesas).
O que o juiz leva em conta?
A capacidade de cada genitor de cuidar e participar da vida da criança
O vínculo afetivo
A proximidade das residências
A cooperação entre os pais
O princípio que sempre orienta a decisão é o melhor interesse da criança — acima de qualquer conflito.
Vantagens da guarda compartilhada
Equilíbrio nas responsabilidades parentais
Maior convivência da criança com ambos os pais
Redução da sobrecarga de apenas um genitor
Mais previsibilidade e segurança para os filhos.
Pedir a guarda compartilhada não precisa ser um processo traumático. Com orientação jurídica adequada, diálogo e foco no bem-estar dos filhos, é possível construir um caminho mais saudável para todos os envolvidos.
🌿 Se você está passando por esse momento e sente que precisa de clareza e estratégia, lembre-se: você não precisa enfrentar isso sozinha. Uma boa orientação pode transformar a forma como esse processo será vivido.

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